Foi para atender a uma solicitação da Câmara de Vereadores de Sinop, deputados que integram a Comissão Permanente de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniram com os vereadores na terça-feira (9). O encontro serviu para tratar sobre o funcionamento e gerenciamento do Hospital Regional de Sinop (HRS), que está sendo administrado por um consórcio formado por 16 municípios. O hospital regional de Sorriso também foi visitado pela comissão formada pelos deputados Lúdio Cabral, Sebastião Rezende e Dr João.
A falta de transparência bem como a dificuldade de acesso a informações e atendimento abaixo da capacidade, foram os pontos principais das cobranças feitas pelos parlamentares. Os vereadores relataram que atrasos para a regulação de pacientes, passam dias e até meses internados na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) à espera de transferência e realização de cirurgias – casos de ortopedia abrangem a maior demanda em Sinop.
Outro problema apresentado pelos parlamentares foi a baixa ocupação de leitos no hospital regional. “Minha esposa estava internada e observei que muitos leitos estavam vazios. Enquanto isso a UPA está lotada com pacientes que esperam dias e até meses para ser transferido para o hospital regional que está com leitos fechados”, relatou o vereador Ênio da Brígida. “As pessoas tem dificuldade para conseguir informações sobre pacientes que estão internados e eles (direção) não passam informações e quando a gente tenta entrar lá para verificar as denúncias, somos barrados, não podemos entrar”, apontou o vereador Toninho Bernardes.
Para o vereador Elbio Volkweis, a preocupação é quanto aos custos do hospital já que, na visão do parlamentar, municípios correm o risco de arcar com a maior fatia dos gastos com o hospital. “O hospital Regional (de Sinop) atende mais de 35 municípios, desde a região Sul do Pará, e para quem vai ficar a maior parte da conta? Quem que vai pagar? Essa é a maior preocupação do nosso prefeito Roberto Dorner”, questionou. “Qual vai ser a autônima dentro do Hospital Regional que fica dentro de Sinop, da nossa gestão municipal? Esse é minha preocupação. Não quero informações, quero resultado. Ninguém sara com informações”, ressaltou. “Aquilo lá é um câncer e que ninguém tem coragem de curar. Vamos ver se o consórcio vai dar conta”, desabafou.
A comissão também visitou as instalações do HR e verificar as denúncias apontadas pelos vereadores. A direção do hospital informou que dos 150 leitos, apenas 100 estão disponíveis, o que equivale a 67% da capacidade total da unidade. A falta de funcionários também foi apontada pelos diretores que, segundo eles, chega a 45 o déficit de profissionais de enfermagem, além de leitos fechados para reforma, falta de camas, colchões e equipamentos e problemas estruturais.
O presidente do Consórcio Regional, Miguel Vaz, prefeito de Lucas do Rio Verde, explicou que o contrato de gestão foi assinado há pouco mais de uma semana e que a nova diretoria está fazendo o levantamento geral sobre a real situação do hospital e, a partir dos dados, adotar medidas para a solução dos problemas. Trabalho que será acompanhado pela comissão permanente da AL que vai apresentar em relatório tudo o que foi averiguado durante a fiscalização.
Os vereadores Moisés do Jardim do Ouro, presidente da Câmara, Ênio da Brígida, Toninho Bernardes, Dilmair Callegaro, Célio Garcia, Sandra Donato, Juventino Silva, Ademir Debortoli, Marcus Vinícius e Zezinho Construtor, participaram das discussões. O secretário de Saúde de Sinop, Érico Stevan, o vice-prefeito Paulinho Abreu, além de vereadores, secretários e representantes de Vera, União do Sul, Santa Carmem e Cláudia, o secretário de Saúde de Sinop, Érico Stevan, o vice-prefeito Paulinho Abreu, também estavam presentes na reunião.
Fonte: Assessoria Parlamentar
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